PASSAPORTE CARIMBADO: LEO DE DEUS

Na íntegra no Esporte em Pauta

Leonardo de Deus tem 22 anos e, nas suas palavras, “já viu tudo que tinha que ver”. Atleta do Corinthians desde o início do ano, depois de deixar o grupo de alto rendimento PRO-16, Leo viaja na sexta-feira para seu segundo Mundial de piscina longa buscando se surpreender. Em Shangai, há dois anos, se classificou das eliminatórias com o segundo tempo, mas na semifinal sentiu a pressão e acabou em 13o. “Agora chegou a minha hora”, conta o atleta nesta entrevista, em que fala de sua trajetória, do momento difícil pós Olimpíadas de Londres, da escolha do Corinthians, de porque ficou no Brasil quando teve propostas para sair e faz planos para frente: “Eu penso todos os dias em 2016″.

Você foi semifinalista olímpico no 200 costas e após o Maria Lenk estava até melhor no ranking mundial nesta prova. Mas sua prova preferida é o 200 borboleta?

Sim, o 200 borbo

E como está a sua expectativa para o Mundial de Barcelona?
Eu já venho de Shangai, meu primeiro mundial de longa, em 2011, quando eu fui semifinalista. Passei das eliminatórias com o segundo tempo e na semifinal senti toda aquela pressão. Já fui semifinalista olímpico também. Esse foi um ano de mudança, sai do Flamengo e do PRO-16 e vim para o Corinthians. Muita coisa mudou, acho que minha fisiologia está melhor para o 200 borboleta e 200 costas. Então eu estou esperando me surpreender no mundial. Espero fazer meus melhores tempos, me sinto como nunca senti antes. Estamos na reta final, faltam 17 dias para eu pular na água e nadar esse 200 borboleta [a entrevista foi concedida no sábado; hoje, já são apenas 13 dias]. Agora é so esperar.

Como foi a vinda para cá, e por que o Corinthians?
Esse ano aconteceram muitas mudanças na natação brasileira. A saída da Patrícia [Amorim, presidente do Flamengo na última gestão], o fim da equipe absoluta do Flamengo. Isso movimentou toda a natação brasileira, atletas ficaram sem clube, a natação ficou conturbada. Eu estava treinando no PRO e já estava vendo que não estava dando certo, estava querendo achar o que era melhor pra mim.

Foto: Satiro Sodre/SSPress

Eu tive propostas de outros clubes, e vim aqui conversar com o Carlos Matheus e vi que era o que eu queria. Eu precisava que fosse um clube grande e me desse estrutura como o Corinthians está dando. Já fizemos treinamento em altitude, competimos nos EUA, isso tudo quem estava bancando era o Corinthians. Eu precisava de um time forte, de um trabalho bom, e de um técnico que estava na mesma sintonia que eu, jovem, e com vontade de conquistar as coisas comigo. Isso pra mim foi o mais importante nessa escolha. (continua)

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By leogdeus / Administrator on Jul 17, 2013

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